6 meses e o fim da amamentação exclusiva!

Na última sexta feira Alice completou 6 meses. Um marco, meio ano. Foram 6 meses de muito amor, de muito carinho, de muita dedicação, muitas descobertas... E a partir de agora Alice iniciará uma nova fase... Durante esse tempo, Alice foi amamentada exclusivamente com leite materno e em livre demanda. Não foi fácil, foi cansativo, com alguns empecilhos, dificuldades, a alergia alimentar, encontrei pelo caminho falta de incentivo, muitas vezes, inclusive, pensei em desistir, em seguir outro caminho. Ainda bem que não o fiz, porque hoje eu posso comemorar: eu consegui! Durante esses 6 primeiros meses de vida, consegui oferecer para minha filha o melhor alimento que ela podia receber, e isso me realiza muito, como mãe e mulher.

Eu nunca pensei em não amamentar. Sempre quis e desejei muito, apesar de muito natural na minha cabeça, morria de medo de não conseguir. Durante toda a gravidez o colostro nem deu sinal e somado ao fato de ter feito uma cesárea sem entrar em trabalho de parto, o medo tomava conta de mim. Porque tantas vezes tinha lido sobre a demora do leite em descer, a falta de leite, a dor para amamentar, as fissuras...

Ainda na primeira hora de vida, Alice veio para o meu colo. A enfermeira disse que eu poderia tentar amamentar, mas que eu não me preocupasse se ainda não tivesse leite. Sem poder levantar a cabeça, lembro que encaixei-a em meus braços e conversando com ela expliquei o quanto eu desejava amamentá-la, que o meu leite era muito importante para o seu desenvolvimento, mas que eu não a pressionaria, que ela teria o tempo dela e que eu teria toda a paciência para que ela mamasse o tempo que quisesse. 

Ela estava tão quietinha, se aninhando em meus braços, quando ela pegou o meu mamilo e sugou. Sugou tão direitinho, parecia que tinha passado a vida toda fazendo aquilo. E eu chorei e agradeci muito por ela ter conseguido assim de primeira. E o mais incrível é que até então nenhuma gota de colostro tinha surgido, até o momento certinho, em que Alice mamou pela primeira vez.

Durante esses 6 meses, muita gente deu pitaco, tive muita gente dizendo que não precisava amamentá-la exclusivamente com o meu leite, muita gente achando frescura, a alergia dela... Confesso que amamentá-la em livre demanda foi cansativo... Algumas vezes cheguei a pensar que não precisava disso tudo, que eu não conseguia fazer outra coisa a não ser estar disponível pra ela...  Quando isso acontecia, eu só me colocava no lugar dela e pensava que 6 meses pra mim era pouco perto dos meus 21 anos de vida, mas que perto dos seus 2/3 meses, 6 meses fariam muita diferença, então eu respirava acabei conseguindo relaxar de vez...

Quando Alice completou 6 meses, fiquei ansiosa, por não amamentar exclusivamente, por ela conhecer outros sabores, por ter que oferecer outro tipo de alimento, e por ela não depender mais única e exclusivamente de mim. Uma pontinha de ciúmes, é verdade. Até que minha mãe me disse que ela ainda ia continuar dependo muito de mim, que essa é uma fase muito especial, que é maravilhoso ver nossos filhos se desenvolvendo e explorando as novidades. Foi quando do nada, seguindo meus instintos, depois de amamentá-la, ofereci uma banana, não amassada, mas um pedaço, pra que ela sentisse, cheirasse e tocasse.  Ela chupou/mordeu/sugou e adorou. E foi assim a sua introdução aos sólidos... Essa nossa nova fase!

Não foi nenhum bicho de 7 cabeças, mas também não foi nenhum mar de rosas. Consegui chegar aos 6 meses de amamentação exclusiva com a Alice e atribuo isso a alguns fatores:

1) Eu sempre tive a certeza de que amamentá-la era o melhor que eu poderia fazer por ela nos primeiros meses de sua vida.
2) O apoio da minha mãe e do pai dela, que sempre me disseram que tudo o que ela precisava era o meu peito: para alimentá-la, para nutrir emocionalmente, para acalmá-la...
3) Ignorar palpites de que tenho pouco leite, de que ela mama muito, de que fica muito no colo, de que vou estragá-la...
4) Ler muito e encontrar muita informação nos sites e grupos a favor da amamentação exclusiva.
5) Minha alimentação ser saudável e beber muita água.
6) Abdicar de muitas vontades e muitas necessidades para poder estar disponível e me dedicar a amamentar, mesmo cansada, com dor, triste, querendo sair, querendo dormir, querendo sair da dieta louca em que eu ainda me encontro...
7) Entender que em alguns dias, em alguns picos de desenvolvimento Alice precisava de mim quase que exclusivamente.

E é por isso que hoje eu comemoro. Confesso que fiquei com medo de fazer esse post e algumas pessoas me entenderem mal, de passar a impressão de que me acho a melhor, ou aquele papo de mais mãe. Mas aí parei para pensar e descobri que se eu não puder comemorar minhas vitórias, o que é importante para mim, no meu lugar, no meu espaço, aonde mais vou poder comemorar? Sei que algumas mães optam por não amamentar, ou não podem, e eu não as julgo, na verdade isso não interfere em nada na minha opinião sobre a pessoa, sei que todas nós somos guerreiras, batalhadoras e que fazemos o melhor que podemos para criar e cuidar de nossos pequenos... Mas eu jamais poderia deixar esse marco tão importante na minha vida e na da Alice passar em branco. Eu estou realmente com a sensação de missão cumprida, de realização... E muito, muito feliz, por ter o privilégio de me doar esses 6 meses quase que exclusivamente a Alice... E tenho certeza de que ela também!

E como fica a vaidade?


Durante a gravidez, a grande maioria das mulheres tendem a ficar vaidosas, a exibir a barriga com orgulho. A pele fica mais bonita, os cabelos e realmente mulheres grávidas tem uma luz natural, uma coisa meio mística, acho que é a felicidade que toma conta e a gente acaba transparecendo isso. Claro que eu engordei, fiquei inchada, mas mesmo assim eu me sentia bonita na maior parte dos dias. O problema é que a gravidez acaba e aí vem o depois...

A falta de uma rotina estabelecida, as noites mal dormidas, o cansaço, todo tempo dedicado ao bebê, a falta de organização e de horários. Somado a isso tem também a preguiça, a falta de dinheiro... Enfim, por uma série de fatores muitas vezes acabamos deixando nós mesmas de lado e nos dedicando apenas a ser mãe. Esquecemos do resto, esquecemos do mundo lá fora, fora do circulo da maternidade... E por mais que a rotina nos esgote, fisicamente e emocionalmente, não podemos esquecer que além de mãe somos filhas, mulheres, namoradas... Precisamos sim de um tempo para nós...

Confesso que sempre fui vaidosa, no meu caso, peco pelo excesso na verdade. A minha aparência sempre foi algo que me preocupou bastante. Não que seja maluca, não é isso, mas gosto de me arrumar, de estar sempre apresentável, de me sentir bem. Durante a gravidez, não foi diferente. O medo mesmo era do pós parto, da falta de tempo de que todos me falavam, do cansaço, da preguiça... Não tinha idéia se daria conta de cuidar de um bebê, de manter a casa em ordem e ainda ter tempo para dedicar a mim mesma.

Mas quando a gente quer, a gente sempre arranja um tempinho, um jeitinho, não é? E por incrível que pareça, até que estou me virando bem... Nas primeiras semanas foi um pouco difícil, mas agora acho que as coisas já entraram no eixo. Nunca fui muito organizada, mas aprendi que se eu quisesse ter tempo para fazer tudo o que eu tenho vontade, eu teria que me programar. Claro que alguns dias a preguiça bate forte e a minha única vontade é ficar deitada com a Alice e não fazer nada o resto do dia... Mas na maior parte dos dias eu tenho conseguido me cuidar sim. Aprendi administrar o tempo e as horinhas que sobram eu consigo cuidar da casa, cuidar de mim, me dedicar ao Scrapbook - que eu adoro - e ainda postar no blog.

Agora que Alice já acorda praticamente todos os dias no mesmo horário, eu sempre coloco o despertador para 1hr antes e consigo fazer bastante coisa nesse tempo. Dou uma geral na casa, e uma geral em mim. Meu primeiro cuidado diário comigo é sempre estar de banho tomado, roupa apresentável e passo um hidratante. Esse é o meu primeiro ritual, faz com que eu esteja pronta para o resto do dia. Estou sempre arrumadinha, nem que seja para ficar dentro de casa. Além de eu me sentir melhor, também estou sempre prevenida para visitinhas surpresas ou para sair de casa.

Além disso tenho o cuidado de estar com as unhas sempre feitas. Antes da Alice nascer elas estavam sempre compridas e coloridas. Agora nem sempre consigo mantê-las assim, como não tenho mais todo tempo do mundo, as vezes o esmalte vermelho acaba ficando velho, descascado e com cara de descuido total. Então hoje em dia eu mantenho as unhas em um comprimento razoável e com um esmalte claro, que é mais fácil de manter. A cutícula continua sendo feita semanalmente, nem que para isso eu tenha que ir dormir um pouco mais tarde.

E o meu maior medo de todos era não voltar ao meu corpo de antes. Eu sou neurótica com peso, prontofalei! Nunca fui magrela, mas também estou longe de ser gordinha. Tenho 1,57m e sempre pesei 50 kg. Normal, porém eu sempre fui muito encanada com o peso, com meu corpo. Sempre fiz dieta, sempre quis emagrecer, adoro corpo de modelo, acho lindo, acho elegante, acho o máximo alouca. Porém não nasci assim e sei que jamais terei esse perfil. Durante a gravidez, tive o cuidado de me alimentar bem e corretamente para não engordar demais... Cheguei no final da gestação com 6 kg a mais e me sentindo muito bem. Juro que não fiz dietas malucas e nem passei fome, apenas mantive o controle, nunca pensei em comer por duas... Só me controlei. Se quisesse comer um doce, comia, mas sempre um pedaço, evitando os excessos, evitando refrigerante...

Já saí da maternidade com o peso de antes. Hoje estou mais magra ainda. Acho que é o resultado de uma combinação de amamentação + péssima alimentação. A barriga ainda não voltou completamente, mas até que está bem. Não tive nenhuma estria, mas a barriga fica mais flácida, inevitavelmente. Sei que provavelmente jamais terei o corpo de antes, meu quadril ficou mais lardo, meus seios vão mudar... São as marcas da gravidez, normal. Mas 2012 chegou e com ele a minha vontade de voltar a me sentir melhor com o meu corpo, portanto começo o ano voltando para a academia. Não tenho pressa, sei que as mudanças virão com o tempo, somos meras mortais... O que eu não quero é me esquecer, me deixar pra lá...

Não, não acho que a gente precisa dar uma de louca e querer emagrecer  todo e qualquer custo. Nem acho que temos que ser extremamente vaidosas e colocar essa vaidade acima de tudo... A gente não precisa colocar a vaidade acima da saúde, não é isso... O que eu acho é que todas nós temos sim que ter um tempo para gente, deixar nossos filhos com os pais, com as avós, com alguém que nos ajude e ter tempo de tomar um banho decente, de 20/30 minutos, termos tempo de passar um creme e relaxar... Precisamos fazer um esforcinho sim, mandar a preguiça embora e ter esse momento do dia para nós mesmas, pra gente poder descansar, colocar a cabeça no lugar e se sentir bem com a gente mesmo, porque senão... Senão a gente enlouquece.

O primeiro post de 2012!

2011 acabou. Foi um ano difícil, longo, cansativo. Claro que foi o ano que me trouxe o meu bem mais precioso. Logo no começo do ano que se passou eu descobri que a partir dali, muita coisa mudaria na minha vida. No começo fiquei com medo, porque não sabia se a mudança era para melhor... Só que hoje eu posso dizer que foi a melhor mudança que minha vida poderia ter tomado. 2011 foi o ano em que conheci a pessoinha mais especial da minha vida, que é um pedacinho de mim e um pedacinho de alguém que amo muito. E desde o dia 13/07/2011, a Alice veio para me ensinar a amá-la cada dia mais e mais. Encerrei o ano com sorrisos, gargalhadas, beijos babados, mordidas e muita troca de fralda. Foi um ano e tanto. Apesar disso tudo, fico bem feliz que 2011 tenha acabado.

Geralmente não costumo esperar a virada do ano para começar as coisas. Mas é gostoso ver um ano inteirinho aí, novinho em folha, a gente cria mais coragem, os ânimos ficam renovados e é nessa época, a meio a tantas coisas novas que a gente quer fazer diferente. Então aproveito para registrar aqui meus desejos para esse ano que se inicia:

Muita saúde e paz, porque o resto a gente conquista.
Muita paciência e tranquilidade.
Muita dedicação e força de vontade (em especial pra mim que ainda continuo louca na dieta).
Uma vida monetária mais saudável.

E que venha 2012, com muitas novidades. Passinhos, palavras enroladas (e que a primeira seja mamãe), caretas para novos sabores e muita, muita descoberta!

E fica registrada uma foto da Alice, que já está ficando igual a mamãe - viciada em internet.

tá olhando o que? me deixa twittar em paz!

Ressurgindo!

E depois de tanto tempo sem postar, eu consegui um tempinho para organizar as coisas por aqui. Eu ando em falta com todas as minhas queridas amigas que fiz por aqui, ando em falta com o blog... Sinto muita falta de ler e acompanhar um pouquinho de cada uma de vocês...

Mas eu sumi porque com a alergia da Alice, eu senti que precisa me focar nela, nessa dieta... Precisava me dedicar totalmente a ela. E confesso que esse tempinho ausente, longe desse mundo virtual me fez bem. Consegui finalmente me organizar melhor, a organizar minha casa,  consegui encaixar essa dieta que me deixa louca na nossa rotina e o melhor: consegui me dedicar muito mais a ela, que nesse tempo já completou seus 5 meses!

Nem preciso falar que Alice está uma gostosura não é? Ela está muito esperta, já está quase engatinhando! Cresceu muito depressa, nem parece aquela bebezinha de colo que eu trouxe do hospital. Sem contar que AMA comer os pés. Agora que os descobriu, não faz outra coisa a não ser colocá-los na boca o tempo todo! E a alergia dela melhorou bem. Nunca mais apresentou sangue nas fezes, está bem menos irritada, anda dormindo melhor durante o dia e a dermatite que era bem feia quase não se vê! Ponto pra mamãe que aboliu qualquer coisa que tem leite da dieta! Ai, no começo era bem complicado, confesso. Foi difícil não comer o que estava acostumada, a ler rótulos de tudo que fosse consumir... Mas agora, já me acostumei, já me adaptei, estou bem tranquila. Não sinto falta de comer quase nada. Aprendi a comer coisas novas, minha alimentação melhorou 100%... O que a gente não faz por um filho não é?!

Junto com esse monte de boas notícias, venho dividir uma não tão agradável. Eu e o pai da Alice não estamos mais juntos. Pensei muito em falar sobre isso aqui, não sabia como falar sobre isso sem me expor demais, mesmo porque esse é um assunto chato, que ainda mexe bastante comigo, não tem jeito. Mas não achei justo compartilhar tanta coisa e não mostrar isso, mostrar esse outro lado, mostrar que nem tudo é perfeito e também pode ser que alguém esteja passando por um momento assim e veja que não é só com ela.

Nós nos amamos bastante, durante todo esse tempo em que ficamos juntos. Ainda nos amamos, mas hoje, não mais como namorados. Lógico que não foi e nem está sendo fácil, mas eu tenho um respeito enorme por ele, mesmo porque ele me deu o melhor presente que eu ganhei até hoje, mesmo sem ter sido esperado. Vou ser eternamente grata por ele ter me dado a oportunidade de sentir esse amor tão louco. Mas infelizmente não deu certo. Mas sempre estaremos juntos na criação da nossa princesa!

E é isso... Vou retomando meu blog, vou voltando aos poucos, pouco a pouco vou visitando cada blog que sempre acompanhei e também começo a escrever sobre essa minha nova fase. Fico feliz em voltar!

***

Claro que não poderia deixar de falar sobre o Opiniblog. O resultado do mês de Novembro saiu e eu fiquei surpresa. Não achava que iria "tão bem" assim. Fiquei muito feliz. Claro que pretendo melhorar sempre, mas fiquei bem contente com o resultado, que segue abaixo (lembrem que a nota máxima era 5):

Total de votos: 19

Médias em:
Conteúdo: 4,4
Escrita/Gramática: 4,5
Serviços oferecidos: 3,6
 Aparência/Estética: 4,3
Navegabilidade: 4,6

Obrigada!

Blogagem Coletiva: Paz na Blogosfera Materna


A Genis, do Mamãe de Primeira Viagem propôs uma blogagem coletiva e eu não poderia deixar de participar. O tema convocado por ela foi a "Paz na Blogosfera Materna".

Quando resolvi criar o blog, o motivo era simples: registrar as minhas experiências como mãe e também era uma forma de deixar registrado o crescimento e desenvolvimento da Alice. Eu não fazia ideia da proporção do universo materno existente aqui na internet. Mas aqui eu conheci muitas mamães, aprendi muitas coisas, ensinei outras tantas, trocamos muitas experiências, muitas vivencias... E eu não tenho palavras para descrever o quanto isso é bom, o quanto isso é maravilhoso.

Só que eu e todas as outras mães que participam da blogosfera materna tenho visto muitos comentários desnecessários, muitas indiretas, muitas brigas. Tudo isso devido as diversas opiniões. E isso deveria ser uma coisa boa, toda essa diversidade devia nos mostrar pontos de vista diferentes, realidades diferentes, nos ensinar um outro jeito de enxergar a vida.

Mas não. Está na moda jogar verdades na cara, falar o que pensa sem ser questionado... E o pior é que ninguém se dá ao trabalho de se colocar no lugar do outro. Hoje, a necessidade de dizer está acima do bom senso.  Tem gente que só consegue pensar em si mesmo e esquece do outro. Respeito, gentileza, sutileza, saíram de moda. Simples assim. Viraram coisa do passado. Retrô.

E desculpe, mas isso é uma falta de noção sem tamanho. Geralmente as polêmicas são sempre sobre as memas coisas: amamentação, parto, colo, cama compartilhada... Eu não sei porque as pessoas não entendem que existem realidades diferentes, situações diferentes, crenças diferentes e opiniões diferentes. A gente não precisa concordar com todas, não precisa concordar com nenhuma se não quisermos, o que a gente precisa é ter respeito. Porque respeito é a base de qualquer relacionamento, seja entre um casal, seja entre amigos, ou entre duas pessoas que não se aturam (por que não?).

A gente pode sim falar e mostrar nossas próprias opiniões. Mas a gente tem que pensar duas vezes, tomar cuidado, principalmente quando nos expressar significa prejudicar ou magoar o outro. A gente tem que aprender a hora certa de NÃO dizer, a hora de calar. Porque tem horas, que isso é o mais sensato a se fazer. E vamos combinar, é exatamente isso que muitas vezes temos que fazer. Porque  vem cá, o que muda na minha vida se a fulana não amamenta, ou se ciclana enche o filho de porcarias, ou se beltrana quer fazer uma cesárea agendada... O que isso realmente afeta na minha vida?

Virou moda dizer tudo que se passa pela cabeça. Virou moda ser sincero a qualquer custo. A gente tem que aprender a usar o silêncio na hora certa. E repito: não é frescura, é educação. A gente pode - e deve - falar sobre nossas opiniões, nossos pontos de vista. Só que temos que aprender a falar de uma outra forma, com jeito, com cuidado. Uma palavra pode mudar tudo - para melhor ou para pior. A gente tem que aprender a usar nosso filtro. O que a gente precisa é de respeito, de gentileza. E de menos - muito menos - "sinceridade".

Agradecimento !

Antes de mais nada queria agradecer imensamente o carinho de vocês. No último post recebi um monte de comentário com dicas, com sites, com apoio. E fico muito feliz por ter gente do bem, gente capaz de te oferecer um ombro amigo, uma palavra amiga, um gesto amigo...

Porque essa dieta não é fácil. É chata, é complicada, é restritiva demais. Para alguém como eu, que ama comer, é mais difícil ainda. Claro que ainda estou me adaptando e vai ser mais fácil a cada dia que passa, mas a energia positiva e a ajuda que todas vocês deram me ajudaram muito, me incentivaram muito e me fizeram crer que eu sou capaz. Obrigada mesmo, de coração!

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Mudando de assunto, ganhei meu primeiro selinho. Nunca esperei ganhar nenhum, mas fui surpreendida pela querida Dayane do Mãe Aquarela que me presenteou com este selinho muito fofo.



Como ganhei, tenho que responder um mini-questionário:

Minha cor favorita: Eu gosto muito de coisas coloridas, mas a favorita é roxo.
Número favorito: 9. Não sei qual o motivo, mas tinha que ser ímpar.
Bebida favorita: Água. Bebo muita água. E no caso de bebida alcoólica: cerveja.
Dia favorito: Sábado.
Flor favorita: Flor de Lótus. Além de linda, tem um significado mais lindo ainda.

E agora a lista de 10 mamães que eu vou presentear com esse selinho:



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Só pra lembrar que a avaliação no Opiniblog que eu contei aqui, continua rolando. E peço para quem puder, comparecer dar a sua opinião para que eu possa melhorar esse cantinho, no qual eu escrevo com tanto carinho, cada vez mais. Basta acessar por aqui e dar a sua contribuição!!

APLV?

Começou com aquelas casquinhas que todos os bebês tem. Todo mundo me dizia pra eu deixar amolecer com óleo e retirar no banho. Mas nada resolvia. Sempre aparecia mais e foi começando a espalhar pela testinha dela, pelas bochechas... Alice foi diagnosticada com dermatite atópica e segundo a pediatra era, provavelmente, ligada ao leite de vaca. Pediu apenas que eu observasse se quando eu ingerisse leite ou derivados, pioraria.

Não tenho o hábito de tomar leite e nem de comer queijo, então nunca tinha prestado atenção nos outros derivados. Mas semana passada acabei tomando um copo de leite e percebi que Alice ficou com diarréia. Mas foi só isso. Nenhum incômodo, nada. A não ser a dermatite que piorou um pouquinho e nem com o remédio prescrito melhorava. Fiquei observando, mas nenhuma reação maior. Até sábado, quando durante a troca de fraldas eu percebi uns pinguinhos vermelhos no cocô. Coloquei a mão e percebi que era sangue. Bem pouquinho, mas era.

Liguei para a pediatra dela que nos atendeu no sábado mesmo. Segundo ela, mesmo sem outros sintomas, Alice provavelmente tem Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV). E o que é isso? É uma reação alérgica a proteína do leite de vaca, aonde o organismo não reconhece uma ou mais proteínas do leite de vaca (caseína, alfa-lactoalbumina e beta-lactoglobulina) e reage a elas. E é mais comum do que eu pensava, atinge cerca de 1 em cada 20 crianças.

Vamos fazer alguns testes, mas os exames não querem dizer muita coisa. Porque eles verificariam apenas a sensibilidade dela ao leite e não dignosticariam a alergia. O que eu tenho que fazer para termos esse diagnóstico é uma dieta de exclusão, aonde eu tenho que observar as reações da Alice após deixar de consumir com posterior reintrodução destes mesmos alimentos.

A dieta da exclusão é muito mais do que simplesmente não tomar leite e seus derivados. Eu não posso ingerir nada que contenha qualquer simples traço de leite porque não temos como mensurar a quantidade específica de traços e nem saber o quanto realmente a criança toleraria. Então leite, queijo, bolacha com leite, achocolatado, bolos, pães, sorvete e manteiga, são exemplos de alimentos que eu não posso consumir. Também tenho que ficar de olho nos rótulos dos alimentos industrializados, prestar bem atenção e estudar sobre isso. Mas por exemplo, Coca Cola eu não posso tomar. Não tem leite, mas tem corante de caramelo que pode conter leite.

E se não bastasse isso, ainda tenho que ter muito cuidado porque pode existir a contaminação cruzada. Que é a contaminação de um alimento por outro por contato ou durante o preparo. Por exemplo: Se ao elaborar uma torta sem leite você usar uma faca que cortou um queijo antes, mesmo que não tenha leite e derivados nos ingredientes da torta, poderá conter traços que estavam na faca devido à contaminação cruzada.

Então agora é prestar muita atenção, ter muito cuidado e bora fazer a dieta. É difícil sim, complicada, vou ter que abrir mão de muita coisa que eu como, vou ter que aprender a me alimentar de forma diferente. Mas se é preciso, eu tenho que fazer. Mesmo porque uma lata do leite com fórmula hidrolisada sairia em média 400,00 e também porque segundo a pediatra o leite materno ainda é o melhor remédio para o tratamento da alergia.

Então vai ser assim. Eu vou fazer essa dieta por 4 semanas e se ela melhorar a gente faz o teste de provação oral (TPO). Vou reintroduzindo aos poucos, e com supervisão médica, alguns alimentos e monitorando as reações. Se a criança não apresentar reação alérgica, há duas possibilidades:

- os sintomas não eram ocasionados por alergia alimentar, e sim por alguma outra doença;
- a criança apresentava alergia alimentar, porém desenvolveu tolerância (cura) durante as semanas de dieta de exclusão.

Se por outro lado o TPO desencadear alguma reação alérgica, o diagnóstico da alergia alimentar está confirmado.

Agora é ter paciência, aprender um pouco mais sobre isso, ter cuidado e me jogar na dieta! Afinal, ser mãe também é isso!

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